Cabeças cosmopolitas fazem melhor

Não dá mais para adiar. Enquanto o Brasil cresce economicamente e o resto do mundo sonha em deixar a crise e o frio para trás, uma massa de estrangeiros já trafega e negocia em nossas cidades com seus sotaques variados. Até que ponto estamos acompanhando o pique e usando o momento a nosso favor?

Dentro das empresas, no comércio e a cada encontro, diante das demandas e expectativas inusitadas dos gringos, fica claro que simpatia só não basta. Ainda sem alternativas, entram em cena os mal-entendidos e choques culturais, seguidos de consequências tanto pessoais como corporativas.

Bem mais sutil do que saber o que cada cultura gosta de comer ou vestir, um brasileiro culturalmente influente entende como os estrangeiros veem as situações e antecipa suas prioridades. Ele pensa, fala e até se posiciona de forma diferente em reuniões, no relacionamento com clientes, nas vendas e até mesmo na balada. Com pequenas mudanças, ele sobressai e cria pontes.

Já que a hora de mudar e aumentar nossa percepção intercultural chegou, mentalidade global é a pedida urgente do momento.

Por Denise Coronha Lima

Fundadora da Rio Total Consultoria, Denise Coronha Lima já trabalhou com profissionais de mais de 45 nacionalidades em treinamentos e coaching intercultural. É autora de Ensinando Português no Mundo Corporativo, publicado pela Qualitymark Editora.

9 comentários em “Cabeças cosmopolitas fazem melhor

  1. Achei sua colocação perfeita ” brasileiros culturalmente influentes entende como os estrangeiros veem as situações e antecipa sua prioridades”.
    Quem tem isso como um pré-requisito para ter sucesso, neste mundo globalizado, estará a frente, pois a diferença é realmente grande e muitas vezes por não vermos isto, não entendemos certas decisões tomadas por parte destes e/ou nós mesmos tomamos decisões erradas para com eles, que nos farão arrepender depois!

    • Como você disse, muitas vezes não vemos as diferenças. O passo número 1 é, justamente, treinar nosso olhar para perceber o que está por trás dos comportamentos do público estrangeiro.

  2. Perfeito, Denise! “Simpatia só não basta”. Principalmente porque o que é simpatia para nós, muitas vezes não é simpatia para eles.”Aí, entram em cena os mal-entendidos e os choques culturais”. A questão é, como você disse, “entender como os estrangeiros veem as situações e antecipar suas prioridades”.

    Isto sim é ser realmente simpático, flexível, inteligente. Parabéns!!

    • Edith, ser flexível é realmente a chave. Precisamos criar um novo repertório de comportamentos a que possamos recorrer em situações multiculturais. Aí é que entra a preparação intercultural.

  3. Pingback: Cabeças cosmopolitas fazem melhor | Rio Total

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